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Bolsonarista, reitor da Unifei decide romper com associação de representantes

Edson da Costa Bortoni decidiu romper com associação de reitores de universidades

14/08/2021 17h34 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação
Reitor da Unifei decide romper com Andifes por conta de apoio a Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação/UFJF)
Reitor da Unifei decide romper com Andifes por conta de apoio a Jair Bolsonaro (Foto: Divulgação/UFJF)

O reitor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Edson da Costa Bortoni, decidiu romper com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A associação representa os reitores das universidades do país e teria desagradado os reitores que têm posicionamento pró-Bolsonaro.

O responsável pela instituição federal em Itajubá, junto de outros representantes de outras universidades do país, decidiu abandonar a associação por considerá-la “hostil” ao governo de Jair Bolsonaro (sem partido).

A informação foi divulgada no final do mês passado pela jornalista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Bortoni, junto de outros quatro reitores, decidiu se desligar da Andifes. Entretanto, tanto o reitor da Unifei como os outros diretores têm manifestado apoio ao Governo Federal.

Além de Bortoni, preenchem a lista os reitores José Cândido Lustosa Bittencourt de Albuquerque, da Universidade Federal do Ceará (UFC), Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira, da Ufersa Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Janir Alves Soares, da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), e Carlos André Bulhões Mendes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A reportagem da Folha apurou que pelo menos dois reitores já apoiaram Bolsoanro publicamente, o que é o caso de Bortoni. Além disso, um terceiro foi indicado para o cargo pelo deputado bolsonarista Bibo Nunes (PSL-RS).

Em uma carta enviada para o presidente da Andifes, Edward Madureira, os reitores alegam que tentaram se aproximar da associação desde que assumiram os cargos, mas não conseguiram alcançar o objetivo. 

“As tentativas, registre-se com pesar, jamais foram frutíferas, já que nunca nos sentimos aceitos e acolhidos, quer pelo fato de que não fomos os ‘primeiros da lista tríplice’, como também por não nos portamos, publicamente, hostis ao atual Governo Federal”, dizem os reitores no texto do documento. 

Na carta, os representantes das universidades, incluindo Bortoni, afirmam que esperam que a associação passe a priorizar os interesses das instituições, independente da ideologia de seus reitores. 

Até o momento, Bolsonaro já nomeou 19 reitores de instituições federais de ensino que não foram os mais votados nas eleições internas das universidades. Em Itajubá, Edson Bortoni foi o terceiro colocado em votação na instituição. Entretanto, ele teria sido escolhido por apoiar publicamente o presidente da República.

Desde 1996, a instituição de ensino superior deve encaminhar ao presidente da República uma lista com os três candidatos à reitoria mais votados internamente. Por tradição, o presidente da República formaliza a escolha do primeiro nome - o que Bolsonaro não tem feito ultimamente.

Geralmente, os reitores escolhidos pelo Governo Federal são os mais votados da lista tríplice, indicada pela instituição. Em dezembro do ano passado, estudantes chegaram a emitir uma nota de repúdio pelo fato de o candidato menos votado ter sido o selecionado.

Bortoni é centro de uma polêmica na instituição. Em setembro de 2020, ele foi acusado pela comunidade acadêmica por divulgar um dossiê, nas redes sociais, com informações contra os outros candidatos à reitoria. Na época, o então reitor, Dagoberto Alves de Almeida, emitiu uma nota repudiando o dossiê, que foi visto como uma manobra para ganhar a vaga de diretor da Unifei. 

“O tal dossiê procura passar a mensagem de que o reitor é um militante radical de esquerda, assim como todos os que com ele trabalham e que, por decorrência, são todos opositores da linha ideológica do presente governo. Isso é de um acachapante mau-caratismo”, afirmou à época. 

Na mesma votação do Conselho Universitário, o primeiro colocado na lista tríplice foi o professor Marcel Fernando da Costa Parentoni com 36 votos. Em segundo lugar, ficou o professor José Arnaldo Barra Montevechi, que teve 10 votos. Bortoni, que ficou em terceiro, foi escolhido por Bolsonaro assumiu em 19 de dezembro.

Na época, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Unifei criticou a decisão de Bolsonaro. “O desrespeito à ordem da tríplice não era cogitado, visto que se entendia que o processo supracitado de votação da comunidade era a manifestação democrática dela mesma”, afirmou.

Ainda de acordo com o DCE, a atitude de nomear reitores que estejam alinhados à ideologia política do Governo Federal se tornou frequente durante a gestão de Bolsonaro. “Em alguns casos, as nomeações foram temporárias, ‘pro tempore’, indicando até nomes que sequer participaram das eleições nas universidades e institutos federais”, disseram. 

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