A Câmara Municipal rejeitou, por 5 votos a 4, o projeto de lei do prefeito Christian Gonçalves (DEM) que pretendia doar um terreno de 2,4 mil metros quadrados para uma lavanderia da cidade. Em troca, a prefeitura realizaria uma permuta para lavagem de roupas hospitalares da Secretaria de Saúde por 24 meses.
Parlamentares independentes e de oposição apontaram uma série de equívocos na proposta. Para os vereadores, a empresa deveria concorrer a um processo de licitação. Segundo Pedro Gama (PV), essa seria a melhor alternativa para se escolher a prestadora de serviço.
"Às vezes, uma empresa tem condições de oferecer encargos muito superiores a outra empresa. E isso vai ser medido no processo licitatório. Isso independentemente de quem foi procurar a administração pública", afirma.
O terreno fica localizado no Distrito Industrial e, de acordo com o projeto de Lei, a doação seria para ampliação da lavanderia. Pelo projeto, a lavanderia seria obrigada a ficar, no mínimo, 10 anos na cidade.
O presidente da Câmara, Robson Vaz (PSDB), criticou o voto da maioria. Ao defender a proposta, foi interrompido pelo vereador Marcelo Krauss (Progressistas), que o alertou sobre o excesso de tempo na fala. A interrupção causou desgaste entre os parlamentares.
A empresa pretendia investir R$ 1,5 milhão no negócio. Para o líder do prefeito na Câmara, Tenente Melo (Republicanos), a rejeição da proposta atrapalharia o desenvolvimento de novos empregos na cidade.
Entretanto, a empresa conta hoje com 16 funcionários. Com o investimento, o número iria para apenas 32. "A empresa vai se instalar em Pouso Alegre em terreno doado", afirmou o vereador, nas redes sociais.
Votaram contra a proposta os vereadores Pedro Gama (PV), Silvio Vieira (PV), Marcelo Krauss (Progressistas), Markinhu Meireles (PSD) e Andressa Daiany, do mandato coletivo Nossa Voz (PT). A favor, votaram Tenente Melo (Republicanos), Chiquinho do Euzébio (PTB), Sebastião Silvestre (MDB) e Kener Maia (PL). Com a rejeição, o texto foi arquivado.
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