Sábado, 27 de Novembro de 2021 18:30
Política Transporte

Prefeito de Itajubá presta esclarecimentos sobre falta de ônibus na Câmara Municipal

Durante reunião, ele afirmou que determinação que impede gratuidade em horários de pico será derrubada

10/11/2021 22h11
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Por: Redação
Câmara Municipal ouve prefeito de Itajubá sobre problema da falta de ônibus na cidade (Foto: Divulgação)
Câmara Municipal ouve prefeito de Itajubá sobre problema da falta de ônibus na cidade (Foto: Divulgação)

O prefeito de Itajubá, Christian Gonçalves (DEM), participou de uma reunião na Câmara Municipal para falar sobre os problemas do transporte coletivo na cidade. Durante a pandemia, boa parte das linhas de ônibus foram suspensas por dificuldades financeiras enfrentadas pela Expresso Valônia, responsável pelo serviço.

Na reunião, que aconteceu nesta quarta-feira (3), também participaram representantes do Executivo, como o secretário de Gestão, Conrado Navarro, o secretário de Defesa Social, Massoud Nassar, e o procurador jurídico, Paulo Mota. A sessão foi solicitada pelos vereadores Pedro Gama (PV), Silvio Vieira (PV), Andressa do Mandato Coletivo Nossa Voz (PT) e Marcelo Krauss (Progressistas).

Os parlamentares elaboraram um requerimento pedindo a reunião para esclarecer as ações realizadas pela prefeitura municipal de Itajubá para garantir a adequada prestação do serviço de transporte público coletivo no município, bem como para garantir o adequado cumprimento do contrato de concessão celebrado com a empresa Expresso Valônia.

Durante a reunião, o prefeito iniciou a sua fala enfatizando que a paralisação das linhas de ônibus não acontecerá em agosto de 2021, uma vez que alguns bairros de Itajubá estão sem acesso ao transporte público coletivo há mais de dois anos. Ele relata que, ao assumir seu mandato, a Expresso Valônia solicitou o aumento da passagem de ônibus para o valor de R$ 8,78, o que foi negado.

Ao longo desse tempo, o prefeito afirmou que houve uma série de negociações e um trabalho de fiscalização foi realizado na empresa. Além disso, ele contou que a Valônia solicitou que a prefeitura desse R$ 276 mil por mês para manter o funcionamento da empresa, o que também foi negado. A partir disso, a empresa comunicou a paralisação de grande parte de suas linhas de ônibus e a prefeitura notificou a empresa, para que ela cumprisse o seu contrato, buscando, também, auxílio no Ministério Público.

“Nenhum de nós aqui tem solução para esse problema da noite pro dia. Nós fomos atrás, trabalhamos, pesquisamos e não paramos em momento nenhum de buscar uma solução. Eu sei o quanto o transporte é importante para a população e, paralelo às dificuldades dos ônibus, uma nova coisa foi se criando. A demanda aumentou e, atualmente, existem mais de 250 motoristas de aplicativos e 500 motoboys na cidade. É claro que nós gostaríamos de criar soluções, mas talvez estas não fossem as mais adequadas para atender as demandas da população. Por isso a importância do plano de mobilidade urbana, para destacar o que deve ser melhorado no transporte”, disse.

Para tratar os conflitos com a Valônia, foi criada uma comissão específica de fiscalização e estudo do transporte público coletivo. Uma nova ordem de serviço foi encaminhada para a empresa e, após novas discussões, ficou acordado que 10 linhas retornariam em um primeiro momento e, após 30 dias, seis outras linhas. O prefeito concluiu a sua fala inicial enfatizando que, durante a renovação do contrato em 2019, havia a necessidade de elaboração do plano de mobilidade urbana, muito importante para auxiliar nortear quanto aos anseios e necessidades da população itajubense.

“Em relação a definição das linhas, gostaríamos que todas as linhas fossem colocadas no contrato e toda a população pudesse ser atendida. A Valônia mostra que não é possível atender algumas linhas, devido a falta de demanda que custeie o transporte. Quanto a previsão para o retorno das linhas, foram solicitados trinta dias para que a empresa pudesse se organizar para poder prestar os serviços”, afirmou.

O prefeito afirmou ainda que a determinação da Valônia que proíbe pessoas de utilizarem a gratuidade nos horários de pico será derrubada, e afirmou ainda que optou por não judicializar a empresa por querer tentar resolver o problema por meio do diálogo.

“A prefeitura não judicializou a situação da Valônia porque estava tentando manter um diálogo e resolver o básico para a manutenção do transporte público coletivo. Procuramos o Ministério Público e tivemos uma posição favorável. Caso não seja resolvido, a próxima etapa é judicializar, para que se faça cumprir as novas linhas traçadas nesse cenário de pandemia”, contou. 

Durante a reunião, o presidente da Câmara, Robson Vaz (PSDB), falou sobre como a falta de ônibus afetou a população. “A falta de transporte coletivo, juntamente com a pandemia, colaborou para o enfraquecimento do comércio, muitos comerciantes quebraram e muitas pessoas perderam o emprego por não terem condições de se locomover até o serviço”, afirmou ele, enfatizando, ainda que o transporte público engloba outras alternativas além do ônibus, que poderiam ter sido desenvolvidas na cidade enquanto o conflito com a Valônia não fosse resolvido.

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