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Unifei é escolhida por agência alemã para a receber Usina de Hidrogênio

Unifei se tornará pioneira em energia sustentável

10/11/2021 22h24
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Por: Redação
Unifei é selecionada para receber R$ 30 milhões para a construção do Centro de Produção e Pesquisas em Hidrogênio Verde (Foto: Divulgação/Unifei)
Unifei é selecionada para receber R$ 30 milhões para a construção do Centro de Produção e Pesquisas em Hidrogênio Verde (Foto: Divulgação/Unifei)

A Universidade Federal de Itajubá (Unifei) foi selecionada pela GIZ (Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), a Agência Alemã de Cooperação Internacional, para receber a destinação de um recurso de cinco milhões de euros, ou mais de R$ 30 milhões para a construção do Centro de Produção e Pesquisas em Hidrogênio Verde (CPPHV).

Com a construção do CPPHV, a Unifei se tornará uma universidade pioneira no desenvolvimento energético sustentável em âmbito global. O hidrogênio tem a capacidade de substituir todos os combustíveis fósseis, com a vantagem de não contribuir com as emissões de gases poluentes que impactam de maneira negativa no meio ambiente. A construção de um centro focado na produção e estudo das tecnologias envolvendo hidrogênio coloca a Unifei como referência mundial na área.

A molécula de hidrogênio pode ser obtida através de diversas rotas, sendo possível utilizar processos como a reforma do etanol, gás de biomassa, gás natural, e até mesmo incluindo processos químicos como a eletrólise. Para a diferenciação das rotas e processos utilizados para a obtenção do hidrogênio, existe a denominação do hidrogênio atrelado às cores. O hidrogênio obtido através de eletrólise, com eletricidade oriunda de fontes renováveis, é denominado como “hidrogênio verde”.

A Unifei já promove várias iniciativas de obtenção de hidrogênio através de reforma de gases, bem como a utilização de hidrogênio em motores de combustão. Esses estudos com a utilização de hidrogênio estão sendo realizados pelo Núcleo de Excelência em Geração Termelétrica e Distribuída (NEST) e pelo O Grupo de Estudos em Tecnologias de Conversão de Energia (GETEC). Além dessas ações já em desenvolvimento, a contribuição do GEE (Grupo de Estudos Energéticos) através da construção do CPPHV, irá somar ainda mais ao desenvolvimento dos trabalhos envolvendo o uso de hidrogênio que já estão em andamento.

Com a potência instalada de 1 MW e previsão de término da construção no final de 2023, o CPPHV irá ser abastecido exclusivamente por energia elétrica oriunda de fontes renováveis, seja através dos painéis solares que deverão ser instalados junto ao CPPHV, seja pelo fornecimento de energia 100% renovável por parte da CEMIG. Dessa forma o CPPHV irá contar com diversos recursos de alto padrão como eletrolisador, tanque de armazenamento, célula combustível e outros, para promover o desenvolvimento de pesquisas com parceiros da indústria e incubação de empresas, visando a disseminação do uso do hidrogênio.

O projeto da construção e desenvolvimento do CPPHV contou com diversas parcerias com organizações que, assim como a Unifei, acreditam no potencial das pesquisas e utilização do hidrogênio como combustível sustentável. De acordo com o professor voluntário Jamil Haddad, “já contamos com o interesse demonstrado pela CEMIG em tratar de armazenamento de energia e peak shaving, e do Grupo AMAGGI (maior produtor brasileiro de grãos e fibras vegetais) para o desenvolvimento de fertilizantes. Memorandos de entendimento (MoU) foram firmados com a FIAT Stellantis para o emprego de aço verde, com os fabricantes de motores MWM e AVL para a conversão de combustíveis, além da mobilidade urbana com o uso de ônibus escolares movidos a hidrogênio com a Prefeitura de Itajubá. Também foram realizadas reuniões com a VALE Energia para uso de hidrogênio verde em veículos off-road, trens e siderurgia. A ThyssenKrupp, encabeçada pelo nosso ex-aluno Paulo Alvarenga, irá contribuir significativamente com suporte tecnológico. Nesta lista, deve-se incluir as contribuições da MAHLE, PS Soluções, FAPEPE e INOVAI, dentre outros, não menos importantes”.

“Essa iniciativa coaduna com os propósitos iniciais da fundação da nossa Unifei, em 1913, estabelecendo a sustentabilidade energética como sua veia principal. Trata-se de um capital intangível construído há mais de 100 anos que não pode, de maneira alguma, ser desprezado. Esta é a marca da Unifei”, diz o Reitor da Unifei, professor Edson Bortoni. “Naturalmente, todo pesquisador de nossa universidade é livre para trabalhar nos diversos ramos da ciência que particularmente achar interessante. Porém, se de alguma forma, alguma de suas pesquisas puder tangenciar a questão energética, sem dúvida, poderá lançar mão desse capital intangível para facilitar a obtenção de recursos e catapultar suas pesquisas”, completa o vice-Reitor da Unifei, professor Ancelotti.

“Gostaria de agradecer imensamente a todos da Unifei de Itabira e de Itajubá (não citarei nomes, são muitos, para evitar a terrível possibilidade de esquecimento de alguns), desde técnicos administrativos aos docentes, disponibilizando laboratórios, recursos financeiros e palestras, que nos ajudaram a promover a Unifei, desdobrando-se para a conquista deste projeto tão importante para nós”, finaliza o reitor da Unifei.

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