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Geral Transporte

Em meio à crise, Expresso Valônia inicia onda de demissões que deverá atingir 50 funcionários

Segundo o sindicato da categoria, uma audiência judicial irá decidir sobre pagamento de salários atrasados

03/02/2021 01h24 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação
Funcionários da Expresso Valônia ameaçaram greve por falta de pagamento em Itajubá (Foto: Redes sociais)
Funcionários da Expresso Valônia ameaçaram greve por falta de pagamento em Itajubá (Foto: Redes sociais)

A Expresso Valônia, empresa responsável pelo transporte coletivo em Itajubá, começou a demitir funcionários nesta segunda-feira (1º). Pelo menos dez trabalhadores já foram dispensados e esse número pode chegar a 50, segundo o Sindicato de Transportes Rodoviários de Passageiros do Sul de Minas.

Em janeiro deste ano, os funcionários da Expresso Valônia chegaram a cogitar uma greve por falta de pagamento. A empresa se nega a pagar a metade dos salários aos trabalhadores que estavam em jornada reduzida no auxílio do Governo Federal. 

O sindicato da categoria acionou a Justiça para que os trabalhadores recebam a remuneração. De acordo com Jurandir de Oliveira, presidente do órgão, uma audiência para resolver essa situação será realizada no dia 24 de fevereiro entre representantes da empresa, o sindicato e o Ministério Público do Trabalho.

Outra questão pontuada por Oliveira é a preocupação com a possibilidade de haver acúmulo de função para os trabalhadores ainda empregados e estes serem sobrecarregados com jornadas abusivas. Para ele, as demissões sinalizam que as linhas podem não voltar a operar em sua totalidade na cidade, prejudicando a população, principalmente da Zona Rural.

“A população tem que saber disso, mandando esse monte de motoristas embora fica difícil voltar 100% dos ônibus. A prefeitura precisa também tomar uma atitude. Agora é hora da comissão pegar firme e ajudar a comunidade”, diz o sindicalista.

No dia 13 de janeiro o sindicato chegou a protocolar na prefeitura um ofício pedindo mais linhas nos horários com mais passageiros, para garantir a segurança dos funcionários em meio à pandemia de covid-19. Porém, a administração municipal não respondeu ao documento.

Na sessão ordinária desta segunda-feira (2) na Câmara Municipal de Itajubá, os vereadores do mandato coletivo Nossa Voz (PT) enviaram um requerimento à prefeitura pedindo informações sobre a situação financeira da empresa, que alega passar por dificuldades econômicas com a pandemia de covid-19.

Após pressão dos parlamentares, a prefeitura anunciou na última quinta-feira (28), uma comissão para fiscalizar a prestação do serviço de transporte público no município. A comissão, formada por servidores públicos, irá, em tese, analisar todos os detalhes do contrato com a empresa Expresso Valônia e sanar as demandas da população.

Há cerca de duas semanas, o proprietário da Expresso Valônia, Cristiano Paiva Constantino, esteve em Itajubá para uma reunião com o prefeito Christian Gonçalves (DEM). Porém, nem a prefeitura nem a empresa divulgaram o assunto tratado na ocasião.

Em maio de 2020 o gerente da Expresso Valônia, Romeu Fiuza, afirmou que a empresa poderia parar de rodar por problemas financeiros. O motivo seria a queda de 90% do faturamento por conta da pandemia do novo coronavírus. Na época, Fiúza disse que a empresa estava com poucos recursos e fazia esforço para manter os 150 funcionários, quadro que será reduzido nos próximos dias.

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