Segunda, 01 de Março de 2021 12:42
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Ministério Público investiga caso de dermatologista que teria furado fila de vacinação em Itajubá

Promotoria de Justiça quer lista de vacinados em Itajubá

03/02/2021 01h33 Atualizada há 4 semanas
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Por: Redação
Médica dermatologista recebeu dose de vacina contra a covid-19 não faria parte da linha de frente (Foto: Redes Sociais)
Médica dermatologista recebeu dose de vacina contra a covid-19 não faria parte da linha de frente (Foto: Redes Sociais)

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou que investiga o caso de uma médica dermatologista que teria furado fila de vacinação contra a covid-19 em Itajubá. O caso repercutiu na semana passada após a profissional postar fotos nas redes sociais confirmando ter recebido a dose em 25 de janeiro.

Em outra postagem, realizada no dia 19 do mês passado, ela agradeceu pelo convite recebido, pelo próprio hospital, para receber a dose. O texto foi acompanhado de uma foto do vice-prefeito e secretário de Saúde, Nilo Baracho (Republicanos), e um agradecimento ao mesmo, que, segundo ela, foi seu professor. 

"Assinei, com muita felicidade, a solicitação do meu comparecimento do meu querido plano para receber a vacina contra a covid-19 na segunda-feira próxima", disse. Entretanto, o plano de imunização contempla apenas a linha de frente.

Segundo um protocolo enviado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) à reportagem, médicos que atuam no segmento da dermatologista não estão na lista para receberem a vacina neste momento. 

Conforme o documento, nesta primeira fase, devem ser imunizados apenas pessoas que trabalham em equipes de vacinação ou que atuam em instituições de longa permanência, além de profissionais da saúde envolvidos diretamente na atenção para casos suspeitos ou confirmados de covid-19.

Diante da denúncia, o MPMG abriu investigação para apurar o caso e emitiu, ainda, uma recomendação para que a prefeitura de Itajubá cumpra, de maneira rigorosa, o Plano Nacional de Vacinação e que respeite a ordem de prioridade de imunização. Segundo o promotor Leonardo de Faria Gignon, da 1ª Promotoria de Justiça de Itajubá, o Executivo deve promover ações que tornem o processo mais transparente.

"Diante da notícia aportada na Promotoria de Justiça acerca da não observância da ordem prioritária de vacinação, recomendo requisitar, junto ao Secretário de Saúde, informações sobre a vacinação da cidadã", referindo-se à médica apontada por ter furado a fila de vacinação.

Além disso, o promotor exige que a prefeitura divulgue a lista de todas as pessoas que receberam a dose da vacina em Itajubá. "Recomendo informar o quantitativo de vacinas recebidas pelo município até a presente data, bem como de indivíduos que receberam a primeira e segunda dose", solicita.

Uma nota técnica publicada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) informa que pessoas que se vacinam sem estar nos grupos prioritários podem responder por 14 tipos de crime, dentre eles: concussão, condescendência, corrupção passiva privilegiada, prevaricação, crime de responsabilidade, dano qualificado, falsificação, corrupção e crimes contra a fé pública.

Por meio de nota, o Centro Médico Vale do Sapucaí, hospital onde a médica atua, afirmou que a profissional é membra ativa do corpo clínico e que desenvolve atividades cirúrgicas ambulatoriais na instituição. "A imunização da referida profissional seguiu rigorosamente as orientações das autoridades sanitárias municipais", informou.

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