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Geral Desemprego

Onda de demissões na Expresso Valônia já atingiu mais de 30 funcionários, diz sindicato

Empresa enfrenta crise financeira por conta da pandemia

22/02/2021 22h43 Atualizada há 7 dias
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Por: Redação
Demissões na Expresso Valônia já atingiram 32 funcionários, segundo sindicato da categoria (Foto: Redes Sociais)
Demissões na Expresso Valônia já atingiram 32 funcionários, segundo sindicato da categoria (Foto: Redes Sociais)

Informações divulgadas pelo Sindicato de Transportes Rodoviários de Passageiros do Sul de Minas apontam que 32 funcionários da Expresso Valônia, empresa responsável pelo transporte coletivo em Itajubá, foram demitidos.

A onda de demissões teve início no começo de fevereiro e é resultado da crise financeira que a empresa alega estar passando por conta da pandemia de covid-19.

Em dezembro de 2020, após o fim do período de auxílio emergencial às empresas, a empresa se negou a pagar metade dos salários que antes era garantida pelo Governo Federal. Para resolver a situação, o sindicato acionou a Justiça e uma audiência entre os representantes dos trabalhadores e a Valônia deverá decidir na situação na próxima quarta-feira (24).

A prestação do serviço da Valônia no município tem sido motivo de cobrança por parte dos vereadores na Câmara Municipal de Itajubá. Na sessão ordinária desta segunda-feira (22), os parlamentares aprovaram o requerimento da vereadora Andressa Daiany (PT), que pede do prefeito Christian Gonçalves (DEM) explicações sobre a empresa.

A Expresso Valônia tem sido alvo de reclamações pela pouca quantidade de veículos em circulação e de itinerários para passageiros. A empresa alega problemas financeiros para manter sua atuação na cidade. 

O novo requerimento reafirma a exigência de que sejam divulgados os detalhes sobre o contrato entre a Expresso Valônia e a prefeitura, que foi renovado pelo ex-prefeito Rodrigo Riera (MDB) por mais 15 anos. Para valer, o requerimento precisa ser aprovado pela maioria dos vereadores em uma única votação.

De acordo com o Sindicato, novos processos poderão ser feitos contra a empresa. O órgão é contra o acúmulo de função dos motoristas, que estão assumindo a função de cobradores em diversas linhas.

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