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Prefeito e vice de Itajubá aderem ao 'tratamento precoce' diante de explosão de casos de covid-19

Medida não tem comprovação científica e é criticada pela OMS

13/03/2021 19h44 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação
Prefeito de Itajubá anuncia utilização de 'tratamento precoce' contra a covid-19 (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Prefeito de Itajubá anuncia utilização de 'tratamento precoce' contra a covid-19 (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

O prefeito de Itajubá, Christian Gonçalves (DEM) e o vice-prefeito e secretário de Saúde, Nilo Baracho (Republicanos), informaram neste sábado (13) que os serviços municipais de saúde irão aderir ao chamado "tratamento precoce" contra a covid-19. A polêmica medida começará a valer na próxima segunda-feira (15).

A decisão foi tomada diante da disparada de casos de contaminados e mortes pela covid-19. Nesta sexta-feira (12), a cidade atingiu a marca de 97% de ocupação nos leitos de UTI e clínicos.

A partir de agora, os postos de saúde poderão disponibilizar medicamentos como Ivermectina, além de complexos vitamínicos de zinco e vitamina D. No comunicado, divulgado nas redes sociais, tanto o prefeito como o vice de Itajubá agradeceram a doação dos itens, realizada por proprietários de uma farmácia de manipulação da cidade. 

Não existem estudos que comprovem, de fato, a eficácia do uso dos medicamentos para evitar maiores danos provocados pela doença. Tanto a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) como a Organização Mundial da Saúde (OMS), não reconhecem qualquer uso de medicamento como forma eficaz de se combater a covid-19 de forma precoce. 

"Os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais. Ou seja, não existe comprovação científica de que esses medicamentos sejam eficazes contra a covid-19", diz a SBI, em nota.

A decisão foi bastante criticada pela população nas redes sociais. "Nós queremos vacina é não remédio que não tem comprovação científica", criticou a funcionária pública Maria Helena de Almeida. 

"Não existe tratamento precoce a não ser a vacina. Olha o tanto de estudos comprovados que esse tratamento precoce não funciona. Lamentável uma gestão dessas. Ao invés de ficar gastando com medicamentos ineficaz, gaste comprando a vacina!", disse a veterinária Anna Carolina Villanacci. 

"Que decepção! Uma decisão ridícula dessas só serve para minar toda a credibilidade que a população creditou ao prefeito nas eleições! Lamentável!", afirmou o servidor público Domingos Paes. 

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