Quarta, 21 de Abril de 2021 01:57
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Facebook retira do ar vídeo em que prefeito de Itajubá incentiva 'tratamento precoce'

Segundo a rede social, vídeo foi removido por possuir informações falsas que podem causar danos a pacientes

14/03/2021 19h18 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação
Facebook retira do ar vídeo da prefeitura de Itajubá que incentiva uso de 'tratamento precoce' (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Facebook retira do ar vídeo da prefeitura de Itajubá que incentiva uso de 'tratamento precoce' (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O Facebook tirou do ar, neste domingo (14), o vídeo divulgado ontem (13) em que o prefeito de Itajubá, Christian Gonçalves (DEM), e o vice-prefeito e secretário de Saúde, Nilo Baracho (Republicanos), anunciam a adesão ao chamado "tratamento precoce" contra a covid-19 nas unidades de saúde do município.

No vídeo, ambos anunciam que os postos de saúde poderão disponibilizar medicamentos como Ivermectina, além de complexos vitamínicos de zinco e vitamina D. Os itens foram doados por proprietários de uma farmácia de manipulação da cidade.

Segundo a rede social, o vídeo foi removido pela plataforma por conter informação falsa que pode prejudicar à saúde.

"Não permitimos informações falsas que possam causar danos físicos. Isso inclui informações que organizações de saúde reconhecidas afirmam que podem induzir as pessoas a acreditar em formas incorretas de cura ou prevenção de doenças ou desencorajar as pessoas a procurar tratamento médico", disse o Facebook em anúncio. 

A decisão pelo incentivo a esse tipo de tratamento pela prefeitura foi tomada diante da disparada de casos de contaminados e mortes pela covid-19. Neste sábado (13), a cidade atingiu a marca de 98% de ocupação nos leitos de UTI e clínicos.

Entretanto, não existem estudos que comprovem, de fato, a eficácia do uso dos medicamentos para evitar maiores danos provocados pela doença. Tanto a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) como a Organização Mundial da Saúde (OMS), não reconhecem qualquer uso de medicamento como forma eficaz de se combater a covid-19 de forma precoce. 

"Os estudos clínicos randomizados com grupo controle existentes até o momento não mostraram benefício e, além disso, alguns destes medicamentos podem causar efeitos colaterais. Ou seja, não existe comprovação científica de que esses medicamentos sejam eficazes contra a covid-19", diz a SBI, em nota.

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