Sexta, 25 de Junho de 2021 02:57
Política Itajubá

Fornecedora de mão de obra alega falta de repasses da prefeitura e paralisa atividades

Empresa diz que administração municipal não repassa dinheiro há quase três meses e dívida chega a R$ 300 mil

13/05/2021 14h02 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação
Empresa terceirizada que presta serviços de mão de obra para a manutenção asfáltica paralisa atividades (Foto: Divulgação)
Empresa terceirizada que presta serviços de mão de obra para a manutenção asfáltica paralisa atividades (Foto: Divulgação)

Uma empresa terceirizada que presta serviços de contratação de mão de obra para a manutenção asfáltica em Itajubá suspendeu, nesta terça-feira (11), o serviço na cidade por falta de pagamento da prefeitura. 

Segundo o diretor executivo da Corpus Prime, Astrogildo de Souza Júnior, a administração municipal não repassa, há quase três meses, os valores acordados em contrato e os valores atrasados chegam a R$ 300 mil.

A empresa é acusada de não estar pagando os salários dos funcionários e não estar cumprindo com o serviço contratado pela prefeitura. Trabalhadores da prestadora de serviços afirmam que não receberam os salários do mês de maio. 

Júnior diz que, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas, a empresa está respaldada pela lei e, mesmo em meio à pandemia de covid-19, a administração municipal não tem facilitado o cumprimento do contrato. 

“A prefeitura alega que a empresa tinha o conhecimento do edital de licitação e do contrato, que tinha que pagar para depois receber. Mas fazemos jus a alguns benefícios das legislações federais em situações de calamidade pública. Em nenhum momento a prefeitura facilitou”, alega.

No início do contrato, a empresa contava com quase 100 funcionários. Por conta dos problemas enfrentados, hoje esse número não chega a 30, segundo o diretor. 

“O contrato iniciou com aproximadamente 100 funcionários e, até o dia 11, restaram menos de 30. Pagamos todas as rescisões e direitos dos demitidos e entregamos todas as carteiras. Não existe pendência”, afirma. 

Júnior diz que tentou um acordo com a prefeitura mas, o secretário de obras, Carlos Antônio Ribeiro, não teria colaborado. Ele disse que a Corpus Prime tomará medidas legais caso não seja realizado acordo.

“Todos os documentos tem parâmetro legal e jurídico, o secretário de obras dificultou a execução do contrato. Notificamos a prefeitura por diversas vezes em 90 dias aproximadamente de contrato”, conta.

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