Sexta, 25 de Junho de 2021 02:55
Política Polêmica

Vereadores protocolam pedido de exoneração de ex-secretário e diretor preso por corrupção

Wilson Everton Ferreira de Farias é considerado suspeito de participar de um esquema de anulação de multas de trânsito

14/05/2021 14h31
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Por: Redação
 Prefeitura de Itajubá abre processo contra ex-secretário de Defesa Social (Foto: Divulgação)
Prefeitura de Itajubá abre processo contra ex-secretário de Defesa Social (Foto: Divulgação)

Vereadores da Câmara Municipal de Itajubá protocolaram, nesta quinta-feira (13), um pedido de exoneração do ex-secretário de Defesa Social e atual diretor de gestão da prefeitura de Itajubá, Wilson Everton Ferreira de Farias, preso por suspeita de cobrar propina para cancelar multas.

No pedido, os vereadores Pedro Gama (PV), Marcelo Krauss (Progressistas) e Andressa Dayane (PT), afirmam que, por se tratar de um servidor comissionado, tanto a contratação como a exoneração podem ser feitas de forma rápida. No caso da demissão, esse pedido não precisaria passar por processo administrativo.

"No presente caso, especialmente nos princípios constitucionais de moralidade e eficiência na administração pública, é absolutamente irrazoável, inconveniente e inoportuno que a prefeitura de Itajubá mantenha num cargo comissionado um servidor envolvido em sérias investigações criminais, relacionadas, inclusive, à sua atuação pretérita na administração pública de Itajuba", afirmam os parlamentares. 

Na quarta-feira (12), uma sindicância foi instaurada pela prefeitura para avaliar a possibilidade de exoneração do servidor. Ele foi preso em abril, durante a operação Sentido Obrigatório, da Polícia Civil, que cumpriu 16 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária nas cidades de Itajubá, Maria da Fé e Belo Horizonte.

A operação da Polícia Civil realizada em abril também investiga crimes de corrupção ativa e passiva para a compra da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Segundo a Polícia Civil, entre os presos estão dois proprietários de autoescolas, um de Itajubá e outro de Belo Horizonte, e um instrutor. 

Alguns dos responsáveis pela venda de habilitações na cidade foram integrantes da Junta Administrativa de Recursos de Infrações de Itajubá (JARI). Eles negociariam a baixa de multas mediante pagamento de dinheiro. Na investigação, foi identificado o envolvimento do ex-secretário de Defesa Social de Itajubá.

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