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Geral Itajubá

Falta de vacinas contra a covid-19 faz idosa tomar segunda dose 35 dias após a primeira

Recomendação de médicos infectologistas é que o reforço da Coronavac seja aplicado dentro de 15 dias ou 28 dias

21/05/2021 13h32 Atualizada há 1 mês
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Por: Redação
Idosa toma segunda dose de vacina contra a covid-19 fora do prazo adequado em em Itajubá (Foto: Edelson de Souza)
Idosa toma segunda dose de vacina contra a covid-19 fora do prazo adequado em em Itajubá (Foto: Edelson de Souza)

Uma idosa de 67 anos em Itajubá foi obrigada a tomar a segunda dose da vacina contra a covid-19 após 35 dias da aplicação da primeira. Segundo o filho dela, Edelson de Souza, a idosa encontrou dificuldades para receber o reforço que deveria ser disponibilizado pela prefeitura. 

A primeira dose do imunizante foi aplicada no dia 16 de abril por meio do sistema drive-thru, no Parque da Cidade. Segundo o filho dela, a orientação era que ela procurasse o posto de saúde de seu bairro dentro do prazo estipulado para receber a segunda dose, por se tratar da Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan.

No cartão de vacinação, a indicação era de que ela fosse vacinada até o dia 14 de maio. A recomendação de infectologistas é que o reforço seja aplicado dentro de 15 dias ou 28 dias após a primeira dose. Entretanto, ao procurar pelo posto de saúde, a aplicação não foi realizada. 

"No dia 30 de abril, teve uma vacinação no postinho e ela foi lá. Tinha feito 15 dias e ela poderia ter tomado a segunda dose. Só que falaram para ela que não precisaria tomar, porque na data do cartão dela, estava dia 14 de maio", conta.

Mas os problemas não pararam por aí. Edelson conta que, ao procurar o posto de saúde no dia marcado para a segunda dose, a imunização foi novamente recusada. Na época, foi informado para a idosa que não havia previsão para aplicação.  

"Passou um mês, e pela informação que a gente tem, a segunda dose tem que tomar durante 30 dias, senão a primeira não faz efeito", diz. 

O reforço só foi aplicado no posto de saúde nesta quinta-feira (20), 35 dias após ela ter recebido a primeira dose. Para ele, o descaso pode ter prejudicado a eficácia da imunização. 

"A gente vai no postinho, eles falam que não sabem de nada, a prefeitura também não manda recado nenhum e a vacinação fica nisso. Eu não entendo o que pode ser feito", reclama. 

Apesar dos riscos provocados por um intervalo maior entre as duas doses, a recomendação do Ministério da Saúde é que a segunda dose seja aplicada mesmo com atraso. Por outro lado, especialistas se preocupam com os riscos de uma possível ineficácia da imunização por conta do atraso.

A Superintendência Regional de Saúde em Pouso Alegre, responsável pela distribuição das doses em Itajubá, reconheceu que existe atraso no repasse dos imunizantes devido à dificuldade de produção enfrentada pelo Instituto Butantan. A falta de matéria-prima tem causado atraso na entrega das doses para o país. 

Nesta semana, a superintendência recebeu apenas 2.080 doses do Instituto Butantan, que serão distribuídas para 43 cidades da região. 

A reportagem também tentou contato com a prefeitura de Itajubá e a Secretaria Municipal de Saúde para saber o motivo do atraso, mas não recebeu resposta. 

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